MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE É A ESPECIALIDADE DO FUTURO? DOCUMENTÁRIO COMO PROPOSTA PEDAGÓGICA DE ENSINO PARA O CURSO DE MEDICINA
Palavras-chave
Downloads
Resumo
A Atenção Primária à Saúde (APS) e, consequentemente, a Medicina de Família e Comunidade (MFC) são pilares essenciais do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, demandando profissionais capacitados para uma abordagem centrada na pessoa e no contexto social. Esta investigação deriva de uma Dissertação de Mestrado Profissional da Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO) e teve como objetivo central analisar a percepção dos estudantes de Medicina sobre a MFC e avaliar o impacto de um Produto Educacional (PE) audiovisual – o documentário “Medicina de Família e Comunidade: é a especialidade do futuro?” – como ferramenta de mediação pedagógica. A metodologia, de abordagem exploratória qualitativa, utilizou um modelo de pré e pós-teste, aplicando questionários semiestruturados a 75 estudantes do curso de Medicina. Inicialmente, o diagnóstico pré-documentário revelou que o baixo prestígio da especialidade estava intrinsecamente ligado a fatores extrínsecos, como "Remuneração e condições de trabalho" (48%) e "Reconhecimento social" (42,7%). Após a intervenção, a análise qualitativa demonstrou uma ressignificação, com a MFC sendo percebida majoritariamente como a "especialidade do futuro". As justificativas se agruparam em três eixos de valorização: o enfoque no vínculo e cuidado integral, a visão estratégica para o SUS (como ordenadora do sistema) e o compromisso com a saúde coletiva (promoção e prevenção). Conclui-se que o PE se mostrou uma ferramenta eficaz na transformação da percepção discente, superando as barreiras de prestígio e alinhando os futuros médicos aos princípios humanizados e estratégicos da APS no Brasil.
Biografia do Autor
Graduado em Medicina, Pós-graduação em Saúde da Família e Comunidade pela Universidade Estadual Federal do Rio de Janeiro (Unirio), especialista em Docência Superior pela Unigranrio, Doutor Honoris Causa pela Faculdade Formação Brasileira e Internacional de Capelania, Mestrando em Ensino, Ciências e Saúde pela AFYA Universidade Unigranrio.
Graduação em Licenciatura em Matemática pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1999), Mestrado em Modelagem Computacional pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2003) e Doutorado em Modelagem Computacional pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2008). Bolsista de produtividade B1 PROPESQ/FUNADESP (2014 - 2019) e JCNE (Jovem Cientista do Nosso Estado) /FAPERJ (2016 - 2019). Atualmente é Professor Titular da Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO). Coordenadora do Programa de Pós Graduação em Ensino de Ciências e Saúde (PPGECS) da UNIGRANRIO, antes chamado de Ensino das Ciências (PPGEC), no Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Saúde. Docente na Educação Básica na disciplina de Matemática no Colégio Estadual Lions Club (SEEDUC-RJ). Editora-Chefe da Revista de Educação, Ciências e Matemática.
Referências
ANJOS, M. B.; RAS, G.; PEREIRA, M. V. Análise de livre interpretação como uma possibilidade de caminho metodológico. Ensino, Saúde e Ambiente, v. 12, n.3, p.27-39, 2019. ISSN 1983-7011. Disponível em: https://periodicos.utfpr.edu.br/index.php/ensinoesaudeambiente Acesso em: 8 maio 2025.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016.
BENJAMIN, W. O narrador: considerações sobre a obra de Nikolai Leskov. São Paulo: Brasiliense, 2012.
BRASIL. CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR. Resolução CNE/CES n 3, de 20 de junho de 2014. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina e dá outras providências. Diário Oficial da União: Seção 1, Brasília, DF, n. 117, p. 8, 23 jun. 2014. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=15761-rces003-14&category_slug=junho-2014-pdf&Itemid=30192 Acesso em: 16 nov. 2025.
BRASIL. CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR. Resolução CNE/CES n 3, de 20 de junho de 2014. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina e dá outras providências. Diário Oficial da União: Seção 1, Brasília, DF, n. 117, p. 8, 23 jun. 2014. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=15761-rces003-14&category_slug=junho-2014-pdf&Itemid=30192 Acesso em: 16 nov. 2025.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2019.
GOHN, M. G. O perfil do educador. In: No fronteiras: universos da educação no formal. São Paulo: Itaú Cultural, 2007. p. 19-43.
LOPES, J. M. C.; DIAS, L. C. Princípios da medicina de família e comunidade. In: GUSSO, G.; LOPES, J. M. C.; DIAS, L. C. (org.). Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto Alegre: Artmed, 2019.
NEY, M. S.; RODRIGUES, P. H. A. Fatores críticos para a fixação do médico na Estratégia Saúde da Família. Saúde em Debate, Rio de Janeiro, v. 38, n. 101, p. 308-320, abr./jun. 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sdeb/a/hK3L3XFwYvV5Zg9T5W6M4cQ/?lang=pt Acesso em: 26 jul. 2025.
